3 a 5 minutos leitura
Oftalmologia Clínica

Injeção Intravítrea

Aplicação de medicamentos diretamente no vítreo para tratamento de doenças da retina

A injeção intravítrea é o principal tratamento para doenças da mácula e retina que envolvem crescimento anormal de vasos sanguíneos ou acúmulo de líquido.

📍 Presidente Prudente/SP ⏱ 10 a 20 min
Agendar Consulta
Injeção intravítrea — tratamento de retina no Visare Hospital de Olhos
Foto Ilustração: IA generativa
Ouvir este artigo Narrado por IA · Revisado por Dr. Augusto Sano · Áudio gerado em: 13/08/2026 - 23:11

O que é a injeção intravítrea

A injeção intravítrea é um procedimento realizado para administrar medicamentos diretamente na cavidade vítrea, região localizada na parte posterior do olho. Essa via permite que o tratamento alcance a retina e a mácula, estruturas responsáveis por uma parte importante da visão central. A indicação depende do diagnóstico, dos achados no exame oftalmológico e da avaliação dos exames de imagem solicitados para cada caso.

O procedimento pode fazer parte do tratamento de doenças que provocam edema, sangramento, inflamação ou formação anormal de vasos na retina. Entre as situações mais frequentes estão a degeneração macular relacionada à idade, o edema macular diabético, a retinopatia diabética, a oclusão de veias da retina e alguns quadros inflamatórios. Cada condição tem evolução própria; por isso, o medicamento, o intervalo entre as aplicações e o tempo de acompanhamento são definidos individualmente.

Quando o tratamento pode ser indicado

Antes de indicar uma injeção intravítrea, o oftalmologista avalia os sintomas, a acuidade visual, o fundo de olho e, quando necessário, exames como a tomografia de coerência óptica. Esses recursos ajudam a identificar a presença de líquido, sangramento, alterações vasculares ou mudanças na espessura da mácula. O objetivo é tratar a doença que está afetando a retina e acompanhar a resposta ao longo do tempo.

Nem toda alteração de retina exige aplicação imediata, e nem todas as pessoas seguem o mesmo calendário de tratamento. Em algumas situações, as aplicações são mais próximas no início e podem ser espaçadas conforme a evolução clínica e os resultados dos exames. Em outras, o acompanhamento pode indicar a necessidade de manter, ajustar ou interromper o tratamento. A consulta é o momento adequado para esclarecer o objetivo do procedimento e as expectativas realistas para cada caso.

Como é feito o procedimento

A aplicação costuma ser realizada em ambiente ambulatorial, com o paciente em posição confortável. São usados colírios ou gel anestésico para reduzir a sensibilidade da superfície ocular. A região ao redor do olho é higienizada e preparada de acordo com protocolos de segurança, e as pálpebras são mantidas afastadas durante a aplicação. O medicamento é então administrado na parte branca do olho, em uma área planejada para preservar as estruturas internas.

O procedimento em si é rápido, mas inclui etapas importantes de preparação, orientação e observação. Muitas pessoas relatam sensação de pressão ou desconforto breve, e não dor intensa. Após a aplicação, pode haver visão embaçada temporária, lacrimejamento, pequena mancha vermelha na parte branca do olho ou sensação de areia. Essas reações podem variar e devem ser discutidas com a equipe que acompanha o tratamento.

Cuidados após a injeção

As orientações após a aplicação são individualizadas. Em geral, é importante evitar tocar ou esfregar os olhos e observar qualquer mudança relevante na visão. O retorno é agendado de acordo com a doença tratada e pode incluir novos exames para avaliar a retina. Caso sejam prescritos colírios ou outras medidas, eles devem ser usados exatamente como orientado.

Alguns sintomas exigem contato imediato com a equipe: dor ocular importante, piora acentuada da visão, aumento progressivo de vermelhidão, secreção, maior sensibilidade à luz ou aumento súbito de moscas volantes. Embora complicações graves sejam incomuns, esses sinais precisam ser avaliados sem demora. Informar doenças prévias, alergias, uso de medicamentos e histórico de glaucoma também ajuda a planejar o atendimento com segurança.

Acompanhamento da retina

O acompanhamento não termina no dia da aplicação. Doenças da retina podem exigir consultas regulares para comparar sintomas, acuidade visual e imagens da mácula ao longo do tempo. A regularidade das visitas faz parte do tratamento e permite identificar se há atividade da doença, resposta ao medicamento ou necessidade de adaptar a conduta. O plano é sempre personalizado, considerando a condição ocular, os exames e as necessidades de cada pessoa.

Se você recebeu indicação de injeção intravítrea, leve suas dúvidas para a consulta. Entender o motivo do tratamento, os cuidados após a aplicação e o cronograma de retorno ajuda a participar das decisões de forma mais segura e informada.

Como funciona

Após anestesia tópica com colírio, o medicamento (anti-VEGF como Avastin, Lucentis ou Eylea) é injetado com uma agulha fina no vítreo do olho. O procedimento é rápido e realizado em ambiente estéril.

Indicações clínicas

  • Degeneração macular relacionada à idade (DMRI)
  • Retinopatia diabética
  • Edema macular
  • Oclusão de veia retiniana

Perguntas frequentes

A injeção intravítrea dói?
Com anestesia tópica, o desconforto é mínimo. Pode haver leve pressão durante a aplicação.
Quantas injeções são necessárias?
Depende da doença e da resposta ao tratamento. Geralmente são necessárias múltiplas aplicações.
Posso dirigir após a injeção?
Não no mesmo dia. A visão pode ficar temporariamente embaçada.
Revisão médica CRM-SP 173754 | RQE 102249

Agende sua consulta no Visare

Atendimento especializado em Presidente Prudente/SP. Aceita mais de 30 convênios.

Falar pelo WhatsApp